FIM!

Pois bem. Esse blog morreu. Mas o caixão ficará aberto. Fique à vontade para caminhar entre os posts e páginas. Tchau.

 

Vitor.

Viva o Pirate Bay

[torrez – 9gagueiro]

Lista dos filmes que assisti neste primeiro semestre de 2011 e que entraram para a lista dos filmes que assisti neste primeiro semestre de 2011 que mais gostei.

(o poster te leva pro trailer. Clica!)

1) Caché (Hidden) de Michael Haneke – com Daniel Auteuil & Juliette Binoche:

2) A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen) de Florian Henckel von Donnersmarck – com Ulrich Mühe, Martina Gedeck & Sebastian Koch:

 

 

 

3) O Sequestro de um Herói (Rapt) de Lucas Belvaux – com Yvan Attal:

 

 

4) O Homem Urso (Grizzly Man) de Werner Herzog – Documentário:

5) Cisne Negro (Black Swan) de Darren Aronofsky – com Natalie Portman:

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Nota de esclarecimento

Conhecimento profundo e autonomia crítica combinadas possibilitam a condição moral de esclarecimento.

Quem crê nesta condição moral também acredita em um mundo de assertivas ou pior: um mundo de verdadeiro ou falso. Só aquele que confia nas categorias a priori e divide os homens e objetos o quanto for necessário até que caibam em suas pequenas repartições lógicas se julgam dignos do esclarecimento.

Mas o mundo é das coisas e absolutamente nada jamais é esclarecido. O conhecimento é móvel e não permite a profundidade.

Mas ainda resta a interpretação e a sinceridade que se combinadas possibilitam que a crítica também seja interpretável.

É um movimento frágil e constante, um exercício infinito.

Conhecimento sobre conhecimento.

Privacidade é coisa de Eremita.

Inspirado pela minha apresentação realizada na última quarta feira durante o Intercom Nordeste (aliás, ao qual só tenho elogios – organizado e com ampla participação discente e docente) resolvi estender a mão a esse morimbundo blog e retirá-lo da sarjeta.

Durante minha fala, que fiz ao lado de Talyta Singer, percebi que “privacidade” ainda é um debate polêmico quando o assunto é Web. Levei para o congresso o tema “Filter Bubble” e fiz minhas considerações sobre privacidade, restrições e sistemas motores de busca. Os colegas se interessaram pelo assunto e uma dúvida recorrente, tanto depois da apresentação como nos encontros de corredor, era como escapar do tal “Filtro”. Para estes novos amigos encaminho esse link – aqui!. Clicando ali você irá acessar o site do livro The Filter Bubble, de Eli Pariser, especificamente na área em que o autos dá 10 dicas de como driblar as pré-definições do Google (e outros sistemas como Bing ou YouTube).

A junção dos temas Internet e privacidade cria um dos pontos mais controversos atualmente tanto para academia quanto para o mercado. E é assim no mundo todo. Prova disso é a quantidade de eventos e debates acontecendo só neste mês por todos os lados com essa temática.

Há dez dias, entre 9 e 10 de junho, aconteceu o Simpósio Hyper-Public, na Harvard University. E entre 14 e 16 deste mês, e dessa vez na Georgetown University Law Center, em Washington, D.C., aconteceu a A 21º conferência anual “Computers, Freedom and Privacy” (um detalhes, ambos os eventos contaram com a presença da pesquisadora Danah Boyd. Vale a pena conhece-la).s

No Brasil podemos visualizar a amplitude da discussão a partir do debate público postado no CulturaDigital.br sobre Proteção de Dados Pessoais. Outra dica e acompanhar as discussões pelas tags #dadospessoais #privacidade e #privacy.

Além de discussões e debates sobre as fronteiras da privacidade online, existem também instituições preocupadas em denunciar filtros e vigilâncias na web e assim defender usuário. Dois bons exemplos são a OpenNet Initiative e a Electronic Frontier Foundation.

E se você é como o Mark e concorda que a “era da privacidade acabou”, tudo bem. Tendo a concordar com vocês dois. Mas se você discorda ainda há algumas alternativas. O Projeto Tor é uma delas: através de uma rede de roteadores anônimos o Tor tem como objetivo proteger quem acessa a Internet contra a análise de tráfego e escapar da vigilância dos servidores. Uma boa opção para jornalistas conspiratórios não deixarem rastros e nem revelarem suas fontes.Outra saída é você cancelar suas contas no Facebook e Twitter e ter como única diversão na web ser colaborador de fóruns anônimos como indomável /b/ do 4chan (clicar aqui é por sua conta e risco).

Mas prepare-se para te chamarem de ermitão e chato.

(-:

É artista, mas também é esperto. [entrevista com @LucasNinno]

[vitor b. torres teixeira – entrevistador]

“90% da minha formação aconteceu pela web. Existe muito conteúdo livre de qualidade boiando nesse mar digital. A internet não só facilita, mas também acelera o processo de aprendizagem.” Lucas Ninno.

“Dizem para não publicar no Flickr, ou para disponibilizar imagens minúsculas, porque de acordo com eles as pessoas vão se aproveitar de fotos em alta resolução. Quem pensa assim está perdendo conhecimento, mercado e muitas oportunidades.” Lucas Ninno.

O primeiro encontro que tive com Ninno foi há anos atrás, no MISC – Museu da Imagem e do Som de Cuiabá. Tínhamos amigos em comum. Ele me foi apresentado como Ilustrador. Trocamos algumas palavras e acho até que vi uns desenhos dele.

Um tempo depois, e ainda há alguns anos atrás, reencontrei Ninno na UFMT. Eu, já eterno veterano, e ele, calouro de jornalismo. Dessa vez, Ninno me foi apresentado como músico e produtor de áudio. Me disseram que seu nome era Lucas.

Ele tinha uma banda e até fez um certo sucesso nos corredores do IL – Instituto de Linguagens que abriga o Curso de Comunicação onde estudávamos. Acho até que fui para alguns shows dessa banda.

Um dia, Lucas Ninno foi para o Chile. Por lá, montou um blog e registrou suas impressões da viagem. Os textos eram ótimos e descobri que Ninno também era escritor (já era há algum tempo, eu que não sabia).

Na passagem pelo Chile, além de palavras, Ninno utilizou da fotografia para nos mostrar detalhes de sua experiência. Lindas imagens. O blog me apresentou o Ninno fotógrafo.

“Fato é que a abrangência é infinitamente maior que o meio impresso, já me surpreendi com fotos minhas em CC (Creative Commons) publicadas em blogs do Japão e do Canadá. É um retorno importantíssimo falando de mercado, pois significa que existe espaço pro meu trabalho nesses países.” Lucas Ninno.

“O cara posta uma foto de uma criança sendo retirada de escombros e outro fotógrafo comenta: “ah, você deveria ter usado um flash em potência 1/32 com uma hazelight do lado direito”. Alguns profissionais parecem tornar-se frios…” Lucas Ninno.

Ninno é inquieto, criativo e só faz o que gosta. Por isso, faz bem feito. Soube aproveitar a habilidade que tinha com traços, sons e palavras, para ler o mundo.

Recentemente, foi premiado num grande concurso de fotografia latino americana, e viu seus trabalhos circulando pela rede, ganhando merecidos elogios e estrondosa visibilidade.

Conversei com Ninno sobre fotografia digital, internet, livre distribuição e ele mostrou estar um passo a frente. Já entendeu e aproveita a rede para crescer, aprender e ganhar destaque. É artista, mas também é esperto.

CLIQUE AQUI EMBAIXO E LEIA A ENTREVISTA INTEIRA:

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Panorama da Comunicação em Debate

[Fonte: Assessoria IPEA]

Lançamento da obra organizada pelo Ipea e Socicom reuniu Marcio Pochmann, Fábio Comparato e Paulo Henrique Amorim

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com a Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), lançou nesta terça-feira, dia 11, uma pesquisa sobre oPanorama Brasileiro da Comunicação e das Telecomunicações, no Escritório da Presidência da República em São Paulo, com a participação do presidente do Instituto, Marcio Pochmann, e do presidente da Socicom, José Marques de Melo. Em três volumes, o estudo inédito no País apresenta um amplo painel sobre o setor e visa ajudar na construção de políticas públicas.

Com o objetivo de conhecer e discutir o seu conteúdo, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé realizou no mesmo dia, 11, às 19h, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o debate “Panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil”. Marcio Pochmann fez a apresentação dos resultados da pesquisas. E o jurista Fábio Konder Comparato e o jornalista Paulo Henrique Amorim debateram o tema.

A obra traça um panorama do setor de comunicação e telecomunicações, estratégico para o país, que, apesar de ser muito debatido, não é objeto de muitas pesquisas por parte dos órgãos de estado. Nos três volumes do livro, foram reunidas diferentes dimensões que se complementam e ajudam na elaboração de futuras políticas públicas para o País. O estudo conta com a participação de pesquisadores renomados da comunicação no Brasil. Mestres e doutores de várias partes do País foram selecionados por meio de chamada pública para participar da pesquisa.

O primeiro volume é dividido em duas partes. A primeira traz o estudo das tendências nas telecomunicações e reúne artigos escritos exclusivamente para o livro, além de textos publicados originalmente na edição especial do Boletim Radar, do Ipea, sobre telecomunicações. A segunda parte traz artigos que oferecem um panorama das indústrias criativas e de conteúdos.

O segundo volume da obra é dedicado a resgatar a memória das associações científicas e acadêmicas de comunicação no Brasil. O texto descreve e diagnostica a produção de conhecimento nos principais segmentos da comunicação nacionalmente institucionalizados ou publicamente legitimados nesta primeira década do século XXI.

No terceiro volume, é apresentado o resultado parcial de quatro pesquisas sobre o Estado da Arte no campo da comunicação. O volume traz dados sobre o número de faculdades e cursos de pós-graduação em comunicação no país, com áreas de concentração e crescimento; sobre as profissões existentes na área e as novas habilidades necessárias para uma indústria de conteúdos e serviços digitais; e sobre as indústrias criativas e de conteúdos e os movimentos das empresas em direção ao modelo digital, além de uma comparação com outros países, possibilitando a análise das fragilidades e potencialidades do Brasil.

Acesse Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil – Colaborações para o debate sobre Telecomunicações e Comunicação (volume 1)

Acesse Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil – Memória das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação no Brasil (volume 2)

Acesse Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil – Tendências na Comunicação (volume 3)

Link para o texto original Aqui!

Tendências na área de Comunicação no Brasil

[vitor torres teixeira – pesquisador]

No segundo semestre do ano que passou, tive a oportunidade de participar de uma inédita pesquisa em território brasileiro. Junto ao MID, grupo de pesquisa do Departamento de Comunicação da UFMT (que tenho orgulho em fazer parte), financiado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e proposto pela Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), traçamos um panorama do setor de comunicação e telecomunicações brasileiro.

A intenção do projeto foi pensar, de maneira estratégica, quais serão as tendências para área de comunicação (mercado e academia)  no Brasil para os próximos anos, influenciando, assim, incentivos e investimentos públicos e privados.

O projeto, que teve seu resultado final dividido em três volumes, contou com a participação de grupos de pesquisa de todo o Brasil, além do MID, e foi, oficialmente lançado (em formato digital) no final do ano passado, em Brasilia, durante o Congresso Panamericano de Comunicação (PANAM).

Agora, nessa segunda semana de 2011, o Ipea e a Socicom realizarão em São Paulo o lançamento do projeto na plataforma impressa.

Correção:

Ontem, dia 11, foi lançado somente a versão digital do projeto. A versão impresa deve ser lançada no segundo semestre deste ano.

O grupo de pesquisa MID estará presente, representado pela Professora Dra Andrea Fernandez, coordenadora do Mídias Interativas Digitais.

Estou feliz. (:

Mais matérias sobre o assunto:

Ipea Lança em SP livro sobre comunicação e telecomunicações. – aqui!

Ministro das Comunicações Paulo Bernardo elogia o projeto em seu discurso de posse. – aqui!

Veja o conteúdo da obra:

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