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Privacidade é coisa de Eremita.

Inspirado pela minha apresentação realizada na última quarta feira durante o Intercom Nordeste (aliás, ao qual só tenho elogios – organizado e com ampla participação discente e docente) resolvi estender a mão a esse morimbundo blog e retirá-lo da sarjeta.

Durante minha fala, que fiz ao lado de Talyta Singer, percebi que “privacidade” ainda é um debate polêmico quando o assunto é Web. Levei para o congresso o tema “Filter Bubble” e fiz minhas considerações sobre privacidade, restrições e sistemas motores de busca. Os colegas se interessaram pelo assunto e uma dúvida recorrente, tanto depois da apresentação como nos encontros de corredor, era como escapar do tal “Filtro”. Para estes novos amigos encaminho esse link – aqui!. Clicando ali você irá acessar o site do livro The Filter Bubble, de Eli Pariser, especificamente na área em que o autos dá 10 dicas de como driblar as pré-definições do Google (e outros sistemas como Bing ou YouTube).

A junção dos temas Internet e privacidade cria um dos pontos mais controversos atualmente tanto para academia quanto para o mercado. E é assim no mundo todo. Prova disso é a quantidade de eventos e debates acontecendo só neste mês por todos os lados com essa temática.

Há dez dias, entre 9 e 10 de junho, aconteceu o Simpósio Hyper-Public, na Harvard University. E entre 14 e 16 deste mês, e dessa vez na Georgetown University Law Center, em Washington, D.C., aconteceu a A 21º conferência anual “Computers, Freedom and Privacy” (um detalhes, ambos os eventos contaram com a presença da pesquisadora Danah Boyd. Vale a pena conhece-la).s

No Brasil podemos visualizar a amplitude da discussão a partir do debate público postado no CulturaDigital.br sobre Proteção de Dados Pessoais. Outra dica e acompanhar as discussões pelas tags #dadospessoais #privacidade e #privacy.

Além de discussões e debates sobre as fronteiras da privacidade online, existem também instituições preocupadas em denunciar filtros e vigilâncias na web e assim defender usuário. Dois bons exemplos são a OpenNet Initiative e a Electronic Frontier Foundation.

E se você é como o Mark e concorda que a “era da privacidade acabou”, tudo bem. Tendo a concordar com vocês dois. Mas se você discorda ainda há algumas alternativas. O Projeto Tor é uma delas: através de uma rede de roteadores anônimos o Tor tem como objetivo proteger quem acessa a Internet contra a análise de tráfego e escapar da vigilância dos servidores. Uma boa opção para jornalistas conspiratórios não deixarem rastros e nem revelarem suas fontes.Outra saída é você cancelar suas contas no Facebook e Twitter e ter como única diversão na web ser colaborador de fóruns anônimos como indomável /b/ do 4chan (clicar aqui é por sua conta e risco).

Mas prepare-se para te chamarem de ermitão e chato.

(-:

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Tendências na área de Comunicação no Brasil

[vitor torres teixeira – pesquisador]

No segundo semestre do ano que passou, tive a oportunidade de participar de uma inédita pesquisa em território brasileiro. Junto ao MID, grupo de pesquisa do Departamento de Comunicação da UFMT (que tenho orgulho em fazer parte), financiado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e proposto pela Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), traçamos um panorama do setor de comunicação e telecomunicações brasileiro.

A intenção do projeto foi pensar, de maneira estratégica, quais serão as tendências para área de comunicação (mercado e academia)  no Brasil para os próximos anos, influenciando, assim, incentivos e investimentos públicos e privados.

O projeto, que teve seu resultado final dividido em três volumes, contou com a participação de grupos de pesquisa de todo o Brasil, além do MID, e foi, oficialmente lançado (em formato digital) no final do ano passado, em Brasilia, durante o Congresso Panamericano de Comunicação (PANAM).

Agora, nessa segunda semana de 2011, o Ipea e a Socicom realizarão em São Paulo o lançamento do projeto na plataforma impressa.

Correção:

Ontem, dia 11, foi lançado somente a versão digital do projeto. A versão impresa deve ser lançada no segundo semestre deste ano.

O grupo de pesquisa MID estará presente, representado pela Professora Dra Andrea Fernandez, coordenadora do Mídias Interativas Digitais.

Estou feliz. (:

Mais matérias sobre o assunto:

Ipea Lança em SP livro sobre comunicação e telecomunicações. – aqui!

Ministro das Comunicações Paulo Bernardo elogia o projeto em seu discurso de posse. – aqui!

Veja o conteúdo da obra:

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Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação

[vitor torres teixeira – congressista]

Todos os artigos apresentados nos DT’s da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, estão disponíveis para download. O evento que aconteceu em Caxias do Sul entre os dias 3 e 6 deste mês é o maior congresso brasileiro de pesquisas temáticas em comunicação.

Ao todos são 8 DT’s que se subdividem em 29 Grupos de Pesquisas. Este ano foi minha terceira participação na rede Intercom, mais uma vez no no DT Multimidia, que se divide em dois grupos de pesquisas: #GPCiber e #GPConvergências.

Durante os quatro dias que estive em Caxias dividi meu tempo entre os Blocos H e F da UCS, blocos onde os trabalhos dos dois GP’s do DT Multimidia foram apresentados.

Pesquisadores do grupo MID – Mídias Interativas Digitais, do qual faço parte, apresentaram 4 artigos. Talyta Singer e Kely Almeida fizeram sua leitura sobre como é o processo de produção e distribuição dos cursos oferecidos a distância pela UFMT. Mauricio Falchetti apresentou dois, Videos Interativos e Fan Films eram seus temas. Eu apresentei no dia 6 minhas conclusões sobre adaptações de uso e dinâmicas em sites de redes sociais por veículos de comunicação. Nossa orientadora Andrea Fernandez foi uma das coordenadoras do GP de Conteúdos Digitais e Convergências Tecnologicas.

É interessante conferir todos os papers. Vou postar aqui minha lista de recomendações. São artigos que li ou assisti seus autores os apresentando.

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A ideia de hegemonia na cibercultura – Edilson Cazeloto (Universidade Paulista) – clique!

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Considerações sobre o PRO-AM como estratégia Jornalística no Twitter – Vivian de Carvalho Belochio (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); Gabriela Zago (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) – clique!

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Da mediacão do Amar. Rascunho sobre sentimentos nas relacões sociais online – Jack de Castro Holmer (Faculdade Internacional de Curitiba); Georia Natal (Universidade Tuiuti do Paraná); Thiago Falcão (Universidade Federal da Bahia) – clique!

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Reflexões sobre o projeto Locast como experimento de plataforma móvel social – Eduardo Campos Pellanda (PUCRS) – clique!

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Propaganda na TV Digital: Usos e Demanda – Vários Autores – Clique!

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O Hoax e os desafios jornalísticos no trato da informação – Lucina Reitenbach Viana (Universidade Tuiuti do Paraná) – clique!

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Padrão HTML 5: Possíveis Efeitos no Jornalismo Digital – Iuri Lammel Marques (Universidade Federal de Santa Maria) – clique!

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Do papel ao iPad, livros e revistas publicadas em bibliotecas 2.0 – André Fagundes Pase (Famecos PUCRS) – clique!

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Gerenciamento de Impressões Pessoais através de Aplicativos Sociais: Uma Proposta de Análise – José Carlos Santos Ribeiro (Universidade Federal da Bahia); Thiago Pereira Falcão (Universidade Federal da Bahia); Tarcízio Roberto da Silva (Universidade Federal da Bahia) – clique!

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A Intercom do ano que vem já tem data e local definidos: de 3 a 6 de setembro em Recife – PE. Vamos estudar?

Te vejo lá. :D

Analista de Redes Sociais na Internet [parte 5]

[vitor torres teixeira – agência laboratório]

leia a parte 1 do post-artigo “Analista de Redes Sociais na Internet” – aqui!
leia a parte 2 do post-artigo “Analista de Redes Sociais na Internet” – aqui!
leia a parte 3 do post-artigo “Analista de Redes Sociais na Internet” – aqui!
leia a parte 4 do post-artigo “Analista de Redes Sociais na Internet” – aqui!

entender a qualidade das conexões e subsequente a isso compreender a formação das estruturas de uma rede social é preciso apreender a conceituação de capital social aplicado às redes sociais na Internet

O termo, capital social, tem ampla funcionalidade e pode ser explicado (e aplicado) em diversos campos de pesquisa, não somente nas redes sociais.

Para conseguir maior compreensão ao termo e sua aplicabilidade na web, este trabalho se baseará nos estudos e aplicação de dois autores: Coleman (1988) e Raquel Recuero (2009).

Entretanto, buscando profundidade no conhecimento, o trabalho passeará pelos ensaios de Pierre Bourdieu (sob a análise de Renato Ortiz) e sua conceituação de capital social fundamentalmente situada no campo da luta de classes, amarrada aos conceitos de poder e conflito.

Com Coleman (1988) apreenderemos a conceituação de capital social ligada diretamente à estrutura de relações, topologia de conexões em redes sociais, e não só nos atores, ou sua representações, envolvidos no processo de interação mediada por computador.

Com Recuero (2009) a partir de suas referências, delimitaremos o campo de aplicação do conceito de capital social as redes sociais na Internet. Será através de sues trabalhos que embasaremos a resposta de quais são as intenções do nosso objeto de estudo, o perfil da TV Centro América no Twitter, ao se inserir numa rede social e planejar interações mútuas com os nós conectados a sua rede.

Dominados e Dominantes / Estrutura Social / Valores de Sociabilidade

Bourdieu (1983) considera que todo agente social será sempre considerado em função das relações objetivas que regem a estruturação da sociedade global. Assim, todos estamos selecionados e dispostos para os campos de atuação em que nos relacionamos.

Bourdieu (1976: in Ortiz;1983) diz:

[…] o campo, como um espaço onde se manifestam relações de poder, se estrutura a partir da distribuição desigual de “quantum social” que determina a posição que um agente específico ocupa em seu seio. Bourdieu denomina esse quantum de capital social.

O capital Social de Bourdieu está profundamente ligado com suas idéias a respeito de classe, incentivado por uma visão marxista do autor.

Ao contrário do conceito de Coleman (que apresentaremos a frente), a aplicação de capital social para o autor francês tem ligação estrita com interesses e conquistas individuais.

Ao categorizar a qualidade de capital social do indivíduo a sua posição no espaço como Dominados e Dominantes (respectivamente aos que tem menos e mais capital social), Bourdieu foge da conceituação que buscamos, pois, nas redes sociais, teoricamente, essa característica de formação vertical se perde, dando lugar a uma estrutura horizontal e interativa.

O segundo conceito abordado no trabalho será do autor contemporâneo J.S Coleman (1988). Para Coleman (1988) existe um equilíbrio no controle dos atores de certos recursos e o interesse por outros. Em sua concepção não há relações objetivas regendo a estruturação da sociedade. Para ele os atores têm maior mobilidade pelo campo de atuação.

Diz Coleman (1988):

O capital social é definido por sua função. Não é uma entidade única, mas uma variedade de entidades, com dois elementos em comum: consistem em um aspecto das estruturas sociais, e facilitam certas ações dos atores – tanto corporações quando pessoas – dentro da estrutura. Como outras formas de capital, o capital social é produtivo, fazendo com que seja possível atingir certos fins que, sem ele, não seriam possíveis de ser atingidos

Coleman posiciona o capital social nas estruturas formadas pelos atores, e não somente neles. Tratando-se de redes sociais na Internet, a profundidade da conceituação de Coleman se adapta com maior solidez ao campo, relembrando o que disse Recuero (2009) sobre pesquisa em redes, o foco está nas estruturas, atores e conexões formando um só corpo.

Coleman afirma que o capital social não está  nos atores em si, mas na sua estrutura de conexões, de como são estabelecidas suas relações. No argumento de Coleman, o capital social pode ser transformado em outras formas de capital. Um exemplo de capital social é a força dos laços nestas conexões, na confiança que se estabelece entre essas relações. O capital social para Coleman está na constituição da estrutura social, seja na vida “real” ou nas redes sociais.

Estudar os valores construídos nos ambientes das redes sociais na Internet é um dos elementos mais relevantes para a apropriação do tema. Para que se entenda o valor das conexões formatadas entre os atores, é preciso primeiro realizar a verificação do tipo de valor que é construído em cada site. E essa verificação de valores é contabilizada através do capital social.

Recuero (2009) em referência a diversos autores estruturou uma forma de categorização de tipos de valores construídos nas redes sociais e os relacionou com tipos de capital social.

Vale ressaltar que as redes sociais na Internet são discerníveis e a construção identitária de cada ator dependerá do tipo de rede, da estrutura de suas conexões e interações, em que está inserido. Diferentes sites de redes sociais têm diferentes maneiras de valorização do capital social, e os atores (sua representações) vão buscar cada valor que melhor lhe caiba e se apropriar deles segundo suas vontades. “Isso mostraria que os sites de redes sociais atuariam em planos de sociabilidade, proporcionando que um ator utilize os diversos suportes para construir redes sociais com foco em diferentes tipos de capital social” (RECUERO; 2009).

Utilizando de conceituações de três autores, dois deles já apresentados anteriormente, Recuero (2009) define assim capital social:

[…] um conjunto de recursos de um determinado grupo (recursos variados e dependentes de sua função, como afirma Coleman) que pode ser usufruído por todos os membros do grupo, ainda que individualmente, e que está baseado na reciprocidade (de acordo com Putnam). Ela está embutida nas relações sociais (como explica Bourdieu) e é determinado pelo conteúdo delas ((Gyarmati & Kyte, 2004; Bertolini & Bravo, 2001). (RECUERO, Raquel; 2009, p.50))

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Analista de Redes Sociais na Internet [parte 3]

[vitor torres teixeira – agência laboratório]

leia a parte 1 do post-artigo “Analista de Redes Sociais na Internet” – aqui!
leia a parte 2 do post-artigo “Analista de Redes Sociais na Internet” – aqui!





O ciberespaço oferece objetos que rolam entre os grupos, memórias compartilhadas, hipertextos comunitários para a constituição de coletivos inteligentes (LÉVY, 1996). Todos os atores imersos nas redes sociais são habilitados para construir.

O que acontece então, quando meios de comunicação de massa passam a buscar receptores de seus conteúdos através das redes sociais? Como é feita a transição de um veículo de comunicação acostumada com a distribuição de conteúdo unidirecional ao se inserir num espaço de constituição de coletivos inteligentes, de construção coletiva?  

Em pesquisa realizada durante outubro de 2006, sete meses após o lançamento oficial do microblogging Twitter, no país de origem da ferramenta, os Estados Unidos da América, Java et al (2006) buscou avaliar o uso da ferramenta entre alguns dos mais populares usuários de até então. Em sua pesquisa, Java et al (2006) buscaram primeiramente identificar características que classificassem o microblog que era objeto de estudo como uma ferramenta de Social Network, e buscando a aplicação de seus resultados situou-se (por localização geográfica) onde o Twitter era mais acessado e utilizado.

Naquele momento, a distribuição geográfica de uso da ferramenta se concentrava nos EUA, Europa e parte da Ásia[1] (JAVA et al, 2006). Como visto no capítulo anterior, a apropriação de uso do Twitter já se descentralizou e tem hoje como um dos principais concentradores de usuários o Brasil.

Porém, pautado em estatísticas da época em que foi feita a pesquisa, o ano de 2006, Java et al. (2006) selecionaram alguns dos mais populares usuários da ferramenta situados nos EUA, e criou o que ele chamou de “coleção” de usuários que serviriam de objetos para a pesquisa. E baseado em observações da rotina de posts no microblog criou quatro categorias de avaliação de tipo de mensagem contidas no post: Conversa Rápida Diária, Conversação no Twitter, Compartilhamento de Informação/URL e Divulgação de Notícias[2] (JAVA et al., 2006).

Assim Java et al. (2006) definiram cada uma das categorias criadas para avaliação de mensagens postadas no Twitter:

Daily Chatter Most posts on Twitter talk about daily routine or what people are currently doing. This is the largest and most common user of Twitter

Conversations In Twitter, since there is no direct way for people to comment or reply to their friend’s posts, early adopters started using the @ symbol followed by a username for replies.

Sharing information/URLs About 13% of all the posts in the collection contain some URL in them.

Reporting news Many users report latest news or comment about current events on Twitter. (JAVA et al., 2006)

Fato é que, três anos após a pesquisa realizada nos EUA por Java et al. (2006), muitas das dinâmicas de relacionamento no Twitter se transformam. Por se tratar de uma ferramenta inserida em redes sociais na Internet, onde os atores conseguem ter uma liberdade de criação na busca de criar identidade dentro do espaço em que estão se relacionando, a mutação dos usos da ferramenta é um processo natural e previsto por seus programadores.

Para a avaliação do perfil da TV Centro América no Twitter, as definições feitas pelos pesquisadores Java et al. (2006) ainda são compatíveis de análises, a ela somam-se mais algumas categorias, necessárias devido a mutação natural de dinâmicas da ferramenta na busca por identificar como tem sido feito o uso do microblog pela empresa TV Centro América.

Serão criadas para avaliação, então, quatro principais categorias: Uso do Twitter, Tipo de Link, Caminho do Link,e RT. Dentre essas, as três primeiras se ramificarão em subcategorias para avaliação: Uso do Twitter – conversa rápida diária, conversação no Twitter, compartilhamento de informação/URL e divulgação de notícias; Tipo de Link – eu, outro e vizinho; Caminho do Linkrede social, site e outros. (Consoni, G.; Oikawa, E.,2009).

Estipuladas as categorias de análise quantitativas para as mensagens postadas pelo @tvca podemos iniciar a divulgação dos resultados. Antes, porém, para fins de entendimento, vamos publicar nos dois próximos posts uma explicação detalhada das características das categorias e subcategorias de avaliação e partindo das pesquisas de Wasserman e Faust (1994; in Recuero, 2009 p.24) que definem uma rede social sempre como um conjunto de dois elementos: atores (pessoas, instituições ou grupos; os nós da rede) e suas conexões (interações ou laços sociais), aprofundar o conhecimento no assunto.

Isso significa que uma rede social tem o foco na estrutura social que a molda, em como se dá seu surgimento, de quais são suas maneiras de interação entre os atores, e de como essa interação pode gerar fluxos de informação e trocas sociais. Partindo deste pressuposto não é possível isolar, desassociar os atores destas redes e nem suas conexões.

Até o próximo.

Referências Bibliográficas

CONSONI, G. OIKAWA, E. Modelo A REPRESENTAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE COMUNICAÇÃO NO TWITTER: ANÁLISE DOS PERFIS DE MARCELO TAS E EDNEY SOUZA. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, XXXII, 2009, Curitiba. Disponível em < http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2009/resumos/R4-1966-1.html> Acesso em 13/05/2009.

JAVA, A., SONG, X., FININ, T., & TSENG, B. Why We Twitter: Understanding Microblogging Usage and Communities. 9th WEBKDD and 1st SNA-KDD Workshop ’07. San Jose, California, USA, 2007. Disponível em <http://ebiquity.umbc.edu/get/a/publication/369.pdf>. Acesso em 09/05/2010.

LÉVY, Pierre. O que é Virtual? São Paulo – Ed. 34, 1996.

RECUERO, Raquel. Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2009.


[1] Twitter is most popular in US, Europe and Asia (mainly Japan). Tokyo, New York and San Francisco are the major cities where user adoption of Twitter is high (JAVA et  al., 2006, p. 4)

[2] Tradução livre do autor para: Daily Chatter, Conversations in Twitter, Sharing Information/URL e Reporting News.

Analista de Redes Sociais na Internet [parte-2]

[vitor torres teixeira – agência laboratório]

leia a parte 1 do post-artigo “Analista de Redes Sociais na Internet” – aqui!

Terminamos o ultimo post-artigo anunciando que o perfil no twitter da empresa de comunicação TV Centro América (@tvca), transmissora da Rede Globo no estado de Mato Grosso, foi o escolhido como objeto de pesquisa desta nova categoria, e deixamos a promessa de explicar o porquê desta escolha.

Simples assim: a quantidade expressiva de inserção de veículos de massa na rede social escolhida como campo de estudo, o Twitter, chamou a atenção do pesquisador. Buscando uma regionalização da delimitação do tema, o melhor representante de veículo de massa inserido no Twitter, pela potência de alcance que tem na plataforma comum de apresentação, a TV, e pelo crescimento expressivo do perfil na rede, no que se refere a números de atores conectados e quantidade de postagens e mensagens enviadas era, sem dúvidas, o @tvca.


[Nota do Autor: Sou cuiabano e moro na capital do estado de Mato Grosso].


O processo formal de desenvolvimento do método científico para este trabalho será a pesquisa descritiva que “[…] está interessada em descobrir e observar fenômenos, procurando descrevê-los, classificá-los e interpretá-los” (RUDIO, 1986). Pesquisas que usam a pesquisa descritiva como metodologia são aquelas que também “têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis” (GIL, 1999). Descrever quais são a dinâmicas de uso do microblog Twitter e relacionar como tem sido feita a utilização da ferramenta pela empresa TV Centro América será o fenômeno a ser pesquisado.

Segundo Cervo & Bervian (2002), “os dados, por ocorrerem em seu habitat natural, precisam ser coletados e registrados ordenadamente para seu estudo propriamente dito”. Ainda complementam que “a pesquisa descritiva pode assumir diversas formas” (CERVO & BERVIAN, 2002). Neste trabalho, a pesquisa assume a forma de um Estudo de Caso que reúne um conjunto de ferramentas para levantamento e análise de informações.

O primeiro levantamento de informações trata-se de uma pesquisa bibliográfica que segundo Stumpf (2006):

[…] é o planejamento global inicial de qualquer trabalho de pesquisa que vai desde a identificação, localização e obtenção da bibliografia pertinente sobre o assunto, até a apresentação de um texto sistematizado, onde é apresentada toda a literatura que o aluno examinou de forma a evidenciar o entendimento do pensamento dos autores, acrescidos de suas próprias idéias e opiniões.

Buscou-se, então, a localização de autores que pesquisassem sobre redes sociais na Internet, comunicação mediada por computador e o campo de onde ambas as linhas de pesquisa emergem: a Cibercultura. Para tanto, o uso de livros, artigos e revistas especializadas, impressos e/ou virtuais, serviram como fonte para a elaboração do referencial teórico deste trabalho.

Também foi complementar a pesquisa documental que “[…] vale-se de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetivos da pesquisa” (GIL, 1999), que neste caso trata-se de resultados de pesquisas publicados sobre as dinâmicas de uso do Twitter.

A pesquisa documental serviu também para que fosse feita a coleta das mensagens postadas pela o objeto de estudo, o perfil da TV Centro América no Twitter. Foram coletadas todas as mensagens enviadas pelo perfil desde o dia de sua primeira postagem (20 de abril de 2009), até o dia do início da pesquisa, dia 13 de setembro de 2009, às 13h47min, totalizando 592 postagens.


[Nota do autor: Aqui vale ressaltar que esta pesquisa teve como objetivo primário contabilizar dados para serem utilizados na estruturação da monografia do pesquisador dono deste blog e autor deste post-artigo. A monografia foi apresentada no final do ano passado e resultou na conquista do titulo de bacharel em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda. A reutilização dos dados surge da vontade do autor em compartilhar as informações capturadas. É importante que fique claro que os resultados alcançados com este trabalho refletem um recorte especifico no tempo, e que, não por isso, suas conclusões tenham alguma perda de validade].


Para análise destas postagens, estabeleceu-se um critério a partir de estudos realizados por Java et al. (2006). Na pesquisa realizada pelos autores buscou-se categorizar tipos de mensagens enviadas pelo Twitter, e classificá-las em subcategorias com o intuito de concluir, através das características da postagem, qual é a utilização da ferramenta por parte de possíveis perfis analisados. Em um próximo post iremos explorar a metodologia de avaliação de uso do Twitter criado pelos pesquisadores Java et al. e detalhar cada uma das subcategorias.

Até!

Referências Bibliográficas

CERVO, Amado A & BERVIAN, Pedro A. Metodologia científica. 5 ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1999.

JAVA, A., SONG, X., FININ, T., & TSENG, B. Why We Twitter: Understanding Microblogging Usage and Communities. 9th WEBKDD and 1st SNA-KDD Workshop ’07. San Jose, California, USA, 2007. Disponível em <http://ebiquity.umbc.edu/get/a/publication/369.pdf&gt;. Acesso em 09/05/2010.

RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 26ª ed. Petrópolis: Vozes, 1999.

STUMPF, Ida Regina C. Pesquisa Bibliográfica. In: Duarte, Jorge; Barros, Antonio (org). Métodos e Técnicas de Pesquisa em Comunicação 2 ed.- São Paulo: Atlas, 2006.