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Redes Sociais na Internet e as eleições 2010

[vitor torres teixera – agência laboratório]

 

 

Criei um perfil no Twitter para acompanhar as eleições matogrossenses nas redes sociais na Internet. O @mt_politica nasceu com a intenção de fazer análises sobre usos e dinâmicas de redes sociais por parte de nossos candidatos e apoiadores.

A questão é que, dentro dos espaços de campanha eleitoral no Mato Grosso, muito se fala sobre as eleições na Internet.  E muito do que é dito, percebo que é construído sem informação ou conhecimento aprofundado de caso. Fato é que em Mato Grosso nossos políticos não são grandes usuários de redes sociais, e me parece que pouco se importaram em estudar a rede antes de criarem suas identidades nela.

Porém, é correto afirmar que a Internet é intuitiva por essência na sua maneira de circulação, principalmente nas redes sociais. Mas, entrar na rede com comportamentos viciados de sistemas de distribuição hierárquicos pode trazer resultados contrários aos esperados pelos candidatos a cargos públicos no estado.

Digo isso, pois em minhas primeiras análises, ficou claro que os candidatos tem se comportado na rede (principalmente no Twitter) como se estivessem em um palanque com um microfone nas mãos, falando alto e se posicionando como centro das atenções. Isso está errado. 

Estar nas redes sociais na Internet é a oportunidade dos candidatos de estarem cara-a-cara com todos seus eleitores (ou parte deles, é claro). É poder atender a perguntas e sanar dúvidas, criar intimidade e se desfazer da imagem a tanto tempo estigmatizada dos políticos brasileiros, de distantes, inalcançáveis. É criar interesse por assuntos públicos, provocar em nossa juventude usuária assídua da Internet o interesse pela política.

Aqui, o espaço é para conversação e construção coletiva de informação. A quantidade ínfima de replys e principalmente links (nem vou entrar no mérito de quase não usarem outras redes sociais e linkar essas redes) enviados pelos três principais candidatos ao cargo de governador – @silvalbarbosa @mauromendesmt e @wilsonsantosws, comprova que eles provavelmente acham que estão falando para muitos e que as repostas não são imediatas (como se estivem na TV, por exemplo).

Outra análise fácil é sobre o tipo de assunto que os candidatos têm preferência na hora de suas postagens: falar sobre onde estão e o que vão fazer naquele dia (Ex 1, 2 e 3) ou tratar de assuntos genéricos. Alguém poderia avisá-los que na Internet a cauda é longa, e nossos posts precisam ter caráter mais segmentado para conseguirmos criar autoridade sobre o que estamos falando. 

Por exemplo: Quando um candidato for falar de educação numa rede social, não precisa postar informações sobre quantas escolas vai construir, ou sobre aumento de salários que vai providenciar. Para isso existe a TV, o rádio, o impresso. Fale sobre assunto que remetam a educação à tecnologia, fale sobre suas propostas de educação a distância, sobre sua opinião em relação a propriedade intelectual acadêmica.

Por que?

Simples: são assuntos que poderão trazer maior interesse para os formadores de opinião da rede, como blogueiros e twiteiros, os alfas das redes sociais. São assuntos que poderão circular com maior facilidade pela rede e serão distribuídos por aqueles que têm reputação em assuntos de cibersocialização. E são informações que serão repassadas por pessoas que já tem uma identidade construída e consolidada na rede.

Para finalizar, faço uma afirmação bombástica (rs): Internet, não vai ganhar eleição para ninguém!

Então, por que perder tempo e gastar força de trabalho nela? Já que podemos usar, vamos usar da melhor maneira. Vamos participar deste processo tentando inovar e não repetir fórmulas de comunicação. E, principalmente, a cibercultura já está aqui! Já é fato! Vai crescer cada vez mais!

Então, espero que nossos candidatos venham para ficar, que suas construções identitárias nas redes sociais na Internet feitas, aparentemente, para a campanha, façam parte de seus planos de governo, que tenham uma estratégia de continuidade. E que outubro não seja o ponto de chegada.

né?

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novo design no flickr

[vitor torres teixera – agência laboratório]

Tem arte nova no meu flickr…

fiz no photoshop CS3 e aprendi lá no Tutoriais Photoshop. =]


Como criar reputaçao na Internet

[vitor torres teixeira – agência laboratório]

Quais as vantagens do comentário aberto em blogs? Principalmente, produzir conteúdo colaborativo. Ao criar um post num blog, o autor deve se preocupar em iniciar uma discussão e contar com a colaboração de comentários dos leitores.

Com caracteristica de postagem em ordem cronológica, os comentários são uma extensão do texto principal. Dessa maneira a rede é construída de forma linear, não hierarquizada. Todos temos direito de voz na Internet.

É através também dos comentários que se formam redes de interesses comuns. Comentar posts de blogs parceiros é uma ação de reciprocidade, uma maneira de criar visibilidade para você e para a rede da qual faz parte. Pelos comentários se ganha reputação na Internet, delimita-se a autoridade em determinado assunto.

Os comments também são uma forma de conversação, de conhecer e se conectar as pessoas que buscam a interação mediada pelo computador. São pelas nossas opiniões armazenadas em comentários que construímos parte de nossa identidade na rede.

A abertura da possibilidade de comentários que se iniciou com os blogs, e se espalhou por fotologs e videologs é uma das grandes diferenciações da web 2.0. Desde então, não mais nos comportamos (ou éramos obrigados a nos comportar) como meros leitores de conteúdo broadcast, característica dos sistemas de massa, e reproduzidos na Internet por grandes portais. A informação que chega até nós, agora, é manipulável. Nossa opinião fica exposta junto a informação primária para que outros atores também possam interferir.

Você comenta? Comente.

Concurso de Logomarca da UFMT

[vitor torres teixeira – agência laboratório]

A Agência Jr de Comunicação da UFMT promoveu um concurso para escolha de sua nova logomarca. Foram 20 logos concorrentes que ficaram expostas por 3 dias no saguão do bloco do curso de Comunicação Social. A escolha foi feita através do voto popular. A logo aqui de baixo, feita por mim, foi a vencedora com mais de 25% dos votos totais. Valeu povo!

só alegria!

Analista de Redes Sociais na Internet [parte 3]

[vitor torres teixeira – agência laboratório]

leia a parte 1 do post-artigo “Analista de Redes Sociais na Internet” – aqui!
leia a parte 2 do post-artigo “Analista de Redes Sociais na Internet” – aqui!





O ciberespaço oferece objetos que rolam entre os grupos, memórias compartilhadas, hipertextos comunitários para a constituição de coletivos inteligentes (LÉVY, 1996). Todos os atores imersos nas redes sociais são habilitados para construir.

O que acontece então, quando meios de comunicação de massa passam a buscar receptores de seus conteúdos através das redes sociais? Como é feita a transição de um veículo de comunicação acostumada com a distribuição de conteúdo unidirecional ao se inserir num espaço de constituição de coletivos inteligentes, de construção coletiva?  

Em pesquisa realizada durante outubro de 2006, sete meses após o lançamento oficial do microblogging Twitter, no país de origem da ferramenta, os Estados Unidos da América, Java et al (2006) buscou avaliar o uso da ferramenta entre alguns dos mais populares usuários de até então. Em sua pesquisa, Java et al (2006) buscaram primeiramente identificar características que classificassem o microblog que era objeto de estudo como uma ferramenta de Social Network, e buscando a aplicação de seus resultados situou-se (por localização geográfica) onde o Twitter era mais acessado e utilizado.

Naquele momento, a distribuição geográfica de uso da ferramenta se concentrava nos EUA, Europa e parte da Ásia[1] (JAVA et al, 2006). Como visto no capítulo anterior, a apropriação de uso do Twitter já se descentralizou e tem hoje como um dos principais concentradores de usuários o Brasil.

Porém, pautado em estatísticas da época em que foi feita a pesquisa, o ano de 2006, Java et al. (2006) selecionaram alguns dos mais populares usuários da ferramenta situados nos EUA, e criou o que ele chamou de “coleção” de usuários que serviriam de objetos para a pesquisa. E baseado em observações da rotina de posts no microblog criou quatro categorias de avaliação de tipo de mensagem contidas no post: Conversa Rápida Diária, Conversação no Twitter, Compartilhamento de Informação/URL e Divulgação de Notícias[2] (JAVA et al., 2006).

Assim Java et al. (2006) definiram cada uma das categorias criadas para avaliação de mensagens postadas no Twitter:

Daily Chatter Most posts on Twitter talk about daily routine or what people are currently doing. This is the largest and most common user of Twitter

Conversations In Twitter, since there is no direct way for people to comment or reply to their friend’s posts, early adopters started using the @ symbol followed by a username for replies.

Sharing information/URLs About 13% of all the posts in the collection contain some URL in them.

Reporting news Many users report latest news or comment about current events on Twitter. (JAVA et al., 2006)

Fato é que, três anos após a pesquisa realizada nos EUA por Java et al. (2006), muitas das dinâmicas de relacionamento no Twitter se transformam. Por se tratar de uma ferramenta inserida em redes sociais na Internet, onde os atores conseguem ter uma liberdade de criação na busca de criar identidade dentro do espaço em que estão se relacionando, a mutação dos usos da ferramenta é um processo natural e previsto por seus programadores.

Para a avaliação do perfil da TV Centro América no Twitter, as definições feitas pelos pesquisadores Java et al. (2006) ainda são compatíveis de análises, a ela somam-se mais algumas categorias, necessárias devido a mutação natural de dinâmicas da ferramenta na busca por identificar como tem sido feito o uso do microblog pela empresa TV Centro América.

Serão criadas para avaliação, então, quatro principais categorias: Uso do Twitter, Tipo de Link, Caminho do Link,e RT. Dentre essas, as três primeiras se ramificarão em subcategorias para avaliação: Uso do Twitter – conversa rápida diária, conversação no Twitter, compartilhamento de informação/URL e divulgação de notícias; Tipo de Link – eu, outro e vizinho; Caminho do Linkrede social, site e outros. (Consoni, G.; Oikawa, E.,2009).

Estipuladas as categorias de análise quantitativas para as mensagens postadas pelo @tvca podemos iniciar a divulgação dos resultados. Antes, porém, para fins de entendimento, vamos publicar nos dois próximos posts uma explicação detalhada das características das categorias e subcategorias de avaliação e partindo das pesquisas de Wasserman e Faust (1994; in Recuero, 2009 p.24) que definem uma rede social sempre como um conjunto de dois elementos: atores (pessoas, instituições ou grupos; os nós da rede) e suas conexões (interações ou laços sociais), aprofundar o conhecimento no assunto.

Isso significa que uma rede social tem o foco na estrutura social que a molda, em como se dá seu surgimento, de quais são suas maneiras de interação entre os atores, e de como essa interação pode gerar fluxos de informação e trocas sociais. Partindo deste pressuposto não é possível isolar, desassociar os atores destas redes e nem suas conexões.

Até o próximo.

Referências Bibliográficas

CONSONI, G. OIKAWA, E. Modelo A REPRESENTAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE COMUNICAÇÃO NO TWITTER: ANÁLISE DOS PERFIS DE MARCELO TAS E EDNEY SOUZA. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, XXXII, 2009, Curitiba. Disponível em < http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2009/resumos/R4-1966-1.html> Acesso em 13/05/2009.

JAVA, A., SONG, X., FININ, T., & TSENG, B. Why We Twitter: Understanding Microblogging Usage and Communities. 9th WEBKDD and 1st SNA-KDD Workshop ’07. San Jose, California, USA, 2007. Disponível em <http://ebiquity.umbc.edu/get/a/publication/369.pdf>. Acesso em 09/05/2010.

LÉVY, Pierre. O que é Virtual? São Paulo – Ed. 34, 1996.

RECUERO, Raquel. Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2009.


[1] Twitter is most popular in US, Europe and Asia (mainly Japan). Tokyo, New York and San Francisco are the major cities where user adoption of Twitter is high (JAVA et  al., 2006, p. 4)

[2] Tradução livre do autor para: Daily Chatter, Conversations in Twitter, Sharing Information/URL e Reporting News.

Design Photoshop

[vitor torres teixeira – agência laboratório]

Antes:

Depois:

Hoje tem post novo da categoria acadêmica na série “analista de redes sociais na Internet”.

=]

fica a dica!

[vitor torres teixeira – agência laboratório]

não fosse isso
e era menos
não fosse tanto
e era quase

lemisnki