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Panorama da Comunicação em Debate

[Fonte: Assessoria IPEA]

Lançamento da obra organizada pelo Ipea e Socicom reuniu Marcio Pochmann, Fábio Comparato e Paulo Henrique Amorim

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com a Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), lançou nesta terça-feira, dia 11, uma pesquisa sobre oPanorama Brasileiro da Comunicação e das Telecomunicações, no Escritório da Presidência da República em São Paulo, com a participação do presidente do Instituto, Marcio Pochmann, e do presidente da Socicom, José Marques de Melo. Em três volumes, o estudo inédito no País apresenta um amplo painel sobre o setor e visa ajudar na construção de políticas públicas.

Com o objetivo de conhecer e discutir o seu conteúdo, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé realizou no mesmo dia, 11, às 19h, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o debate “Panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil”. Marcio Pochmann fez a apresentação dos resultados da pesquisas. E o jurista Fábio Konder Comparato e o jornalista Paulo Henrique Amorim debateram o tema.

A obra traça um panorama do setor de comunicação e telecomunicações, estratégico para o país, que, apesar de ser muito debatido, não é objeto de muitas pesquisas por parte dos órgãos de estado. Nos três volumes do livro, foram reunidas diferentes dimensões que se complementam e ajudam na elaboração de futuras políticas públicas para o País. O estudo conta com a participação de pesquisadores renomados da comunicação no Brasil. Mestres e doutores de várias partes do País foram selecionados por meio de chamada pública para participar da pesquisa.

O primeiro volume é dividido em duas partes. A primeira traz o estudo das tendências nas telecomunicações e reúne artigos escritos exclusivamente para o livro, além de textos publicados originalmente na edição especial do Boletim Radar, do Ipea, sobre telecomunicações. A segunda parte traz artigos que oferecem um panorama das indústrias criativas e de conteúdos.

O segundo volume da obra é dedicado a resgatar a memória das associações científicas e acadêmicas de comunicação no Brasil. O texto descreve e diagnostica a produção de conhecimento nos principais segmentos da comunicação nacionalmente institucionalizados ou publicamente legitimados nesta primeira década do século XXI.

No terceiro volume, é apresentado o resultado parcial de quatro pesquisas sobre o Estado da Arte no campo da comunicação. O volume traz dados sobre o número de faculdades e cursos de pós-graduação em comunicação no país, com áreas de concentração e crescimento; sobre as profissões existentes na área e as novas habilidades necessárias para uma indústria de conteúdos e serviços digitais; e sobre as indústrias criativas e de conteúdos e os movimentos das empresas em direção ao modelo digital, além de uma comparação com outros países, possibilitando a análise das fragilidades e potencialidades do Brasil.

Acesse Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil – Colaborações para o debate sobre Telecomunicações e Comunicação (volume 1)

Acesse Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil – Memória das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação no Brasil (volume 2)

Acesse Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil – Tendências na Comunicação (volume 3)

Link para o texto original Aqui!

gerenciamento de impressões, laços sociais e o sol.

[vitor torres teixeira – construtor de identidades]

Todos os dias converso com uma dezenas de pessoas. Minhas conversações, ou boa parte delas, se espalham e chegam a uma outra dezenas de individuos. Talvez até centenas. Isso porque sou participante ativo de redes sociais em ambientes online, e minhas impressões, opiniões e conversas fiadas são depositadas em banco de dados e circulam pela Internet através dos laços que estabeleci nesses anos em que venho criando e gerenciando perfis em sites de redes sociais.

Hoje conheci os trabalhos de um pesquisador americano chamado Oldenburg. Li sua teoria sobre os terceiros lugares. Para o autor, há três tipos de lugares que são importantes na vida de um indivíduo. O lar, que consiste em um primeiro lugar, é onde está a familia. O trabalho é o segundo lugar. Ali são fortalecidas as relações de sociabilidade institucionalizada entre os individuos. Por fim, o autor define como terceiro lugar os parques, bares, espaços de lazer. São nestes ambientes que os indivíduos vão para construir laços sociais. Os terceiros lugares de Oldenburg são fundamentalmente espaços essenciais para a consolidação de uma sociedade, pois é através de trocas sociais que os conseguimos nos manter unidos.

O declínio de ambientes onde se formulam laços sociais, agregados a falta de tempo e a política do medo podem ser associadas ao isolamento das pessoas e à efemeridade das relações sociais atuais.

Entretanto, me coloco novamente como exemplo: O aumento da utilização de ferramentas em ambientes online e de comunicação mediada por computador representa um esforço no sentido contrário, em direção ao social, a formação de novos laços.

Talvez este contexto representa a causa da do surgimento e expansão das comunidades virtuais. As pessoas agora buscam novas formas de se conectarem umas as outras, de criar, estabelcer novas relações.

Na Internet estou seguro. Quando estou em minhas comunidades virtuais não corro riscos.

E nem sinto falta do sol.

…nem de você… =]

Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação

[vitor torres teixeira – congressista]

Todos os artigos apresentados nos DT’s da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, estão disponíveis para download. O evento que aconteceu em Caxias do Sul entre os dias 3 e 6 deste mês é o maior congresso brasileiro de pesquisas temáticas em comunicação.

Ao todos são 8 DT’s que se subdividem em 29 Grupos de Pesquisas. Este ano foi minha terceira participação na rede Intercom, mais uma vez no no DT Multimidia, que se divide em dois grupos de pesquisas: #GPCiber e #GPConvergências.

Durante os quatro dias que estive em Caxias dividi meu tempo entre os Blocos H e F da UCS, blocos onde os trabalhos dos dois GP’s do DT Multimidia foram apresentados.

Pesquisadores do grupo MID – Mídias Interativas Digitais, do qual faço parte, apresentaram 4 artigos. Talyta Singer e Kely Almeida fizeram sua leitura sobre como é o processo de produção e distribuição dos cursos oferecidos a distância pela UFMT. Mauricio Falchetti apresentou dois, Videos Interativos e Fan Films eram seus temas. Eu apresentei no dia 6 minhas conclusões sobre adaptações de uso e dinâmicas em sites de redes sociais por veículos de comunicação. Nossa orientadora Andrea Fernandez foi uma das coordenadoras do GP de Conteúdos Digitais e Convergências Tecnologicas.

É interessante conferir todos os papers. Vou postar aqui minha lista de recomendações. São artigos que li ou assisti seus autores os apresentando.

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A ideia de hegemonia na cibercultura – Edilson Cazeloto (Universidade Paulista) – clique!

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Considerações sobre o PRO-AM como estratégia Jornalística no Twitter – Vivian de Carvalho Belochio (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); Gabriela Zago (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) – clique!

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Da mediacão do Amar. Rascunho sobre sentimentos nas relacões sociais online – Jack de Castro Holmer (Faculdade Internacional de Curitiba); Georia Natal (Universidade Tuiuti do Paraná); Thiago Falcão (Universidade Federal da Bahia) – clique!

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Reflexões sobre o projeto Locast como experimento de plataforma móvel social – Eduardo Campos Pellanda (PUCRS) – clique!

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Propaganda na TV Digital: Usos e Demanda – Vários Autores – Clique!

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O Hoax e os desafios jornalísticos no trato da informação – Lucina Reitenbach Viana (Universidade Tuiuti do Paraná) – clique!

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Padrão HTML 5: Possíveis Efeitos no Jornalismo Digital – Iuri Lammel Marques (Universidade Federal de Santa Maria) – clique!

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Do papel ao iPad, livros e revistas publicadas em bibliotecas 2.0 – André Fagundes Pase (Famecos PUCRS) – clique!

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Gerenciamento de Impressões Pessoais através de Aplicativos Sociais: Uma Proposta de Análise – José Carlos Santos Ribeiro (Universidade Federal da Bahia); Thiago Pereira Falcão (Universidade Federal da Bahia); Tarcízio Roberto da Silva (Universidade Federal da Bahia) – clique!

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A Intercom do ano que vem já tem data e local definidos: de 3 a 6 de setembro em Recife – PE. Vamos estudar?

Te vejo lá. :D

Você sabe o que é um meme?

[vitor torres – irmão do meio]

Eu tenho uma irmã mais nova e um irmão mais velho. Isso significa que sou o filho do meio. Dizem que o do meio é sempre o irmão com maior tendência a ser chato. Isso pq, qdo se é o do meio, vc só ganha presentes usados pelo irmão mais velho (nunca tive um bicicleta nova T.T) e vê o caçula ser todo paparicado, afinal, ele é o caçula. Bem, isso nada tem a ver com este post, quer dizer, tem um pouquinho. A tal da irmã mais nova q eu tenho, está, no meu modo de ver, fazendo sua estréia no mundo que ela escolheu a partir deste momento, no caminho que decidiu traçar, agora, ela encontrará os monstros com quem irá duelar . Tudo bem, nem é tão dramático assim.

Fato é, que minha irmã, decidiu seguir o caminho de sucesso do irmão do meio, no caso, EU. Há algumas semanas começou o curso de graduação em Comunicação Social na mesma Universidade em que me formei, a UFMT. Ela tb quer ser uma publicitária mais ou menos sem dinheiro e com “milhão” de coisas a fazer. Ok! o caminho é o mesmo, o sucesso foi só de sacanagem.

Tá, ela já escreve pra blogs faz um tempinho e fica o dia inteiro (ou noite, pq dorme de dia) na frente do computador. Lemos, se quiser, te empresto minha irmã. Ela é a prova viva de que a socialidade tomou conta da rede.

Ai, assim, hoje ela começou uma coluna nova num site em que é colaboradora, o site do Espaço Cubo, e para minha surpresa, escreveu sobre Memes!! E a coluna que vai tocar a partir de agora, é sobre os Memes da Internet. Fiquei super emocionado. Até pq, com 2 semanas de universidade, eu, no máximo, tinha aprendido o caminho pro bar.

Bem, o texto é curto e segue ai embaixo. Sempre que ela escrever um novo post , faço meus comentários por aqui. Esse será provavelmente o único que vou “controlcecontrolvear” na íntegra. Deem uma chance pra moça e façam seus comentários. Tamos aqui pra isso.

Agora foi.

[ligia torres – Graduanda de Publicidade e Propaganda]

Você sabe o que é um meme? Bem, eu não sou uma especialista no assunto mas passo tanto tempo na internet que vou tentar te explicar. Não se sabe exatamente a origem do negócio, mas muitos dizem que Richard Dawkins, no livro ‘Gene Egoísta’, de 1976, criou a expressão para representar “ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma.”

Basicamente qualquer coisa que seja fácil, simples, intrigante de alguma maneira e que qualquer um possa reproduzir, principalmente na Internet. Ainda não conseguiu se situar? Bem, se você tem um twitter, ou usa a internet regularmente já deve ter ouvido as seguintes frases: “Puta Falta de Sacanagem” ou “Cala Boca Galvão” , pois então, esses são dois exemplos de memes que aconteceram aqui no Brasil, porém esse tipo de organização é muito mais comum em outros lugares no mundo, principalmente em lugares onde o Facebook é mais utilizado, pois ele é uma das principais plataformas juntamente com o Twitter. Basta alguém tirar uma foto realizando uma ação qualquer, normalmente algo fora do comum e o meme começa a se espalhar. Pois bem, nessa minha coluna semanal vou tentar mostrar um meme novo e talvez até criar um futuramente quem sabe.

O escolhido da semana é um meme clássico, meio bizarro mas que virou sensação durante meses mundo afora, conhecido como Lying Down Game. A brincadeira se resume unicamente em deitar no lugar mais estranho possível, reto, imóvel e de barriga pra baixo. Vejam agora uma galeria de fotos que separei pra vocês e sintam-se a vontade pra enviar fotos próprias do meme da semana ou pra indicar algum que você queira ver aqui.

Mais fotos do Lying Down Game? Clique aqui!

Somos Todos Criminosos

[talyta singer – mais um login]


Marcos chega a UFMT às sete e meia todos os dias. Na aula daquele dia o professor assistiu com a turma um documentário e ao final da aula pediu que os alunos tirassem xerox do capítulo de um livro que estava na copiadora do bloco. Por e-mail, ele recebeu um artigo científico que um amigo enviou para que fizessem um trabalho de outra disciplina. Antes de almoçar, ele viu no YouTube o trecho de um filme antigo para perceber como eram os movimentos de câmera. Todas as atividades de Marcos nessa manhã foram ilegais. Mas Marcos não existe, é apenas um personagem fictício. Ele, como a maior parte dos estudantes e professores, infringe todos os dias vários artigos da Lei 9.610, a Lei do Direito Autoral (LDA).

A Lei de Direito Autoral brasileira foi promulgada em 1998 em substituição a uma lei anterior, de 1973, e até hoje não sofreu alterações. Seus 115 artigos foram criados para proteger direitos de autor sobre obras intelectuais e tem como princípio central que toda a utilização deve ser expressamente autorizada por ele. A lei considera que são “obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro”, em citação literal do texto jurídico.

Um estudo realizado pela organização Consumers International a considera uma das leis mais rígidas do mundo por suas restrições que dificultam o acesso a cultura e ao conhecimento. O estudo comparou a nossa legislação com a de outros 34 países e ficamos com o sétimo pior lugar. A pesquisa está acessível no endereço http://www.a2knetwork.org, em inglês.

Na Suécia, por exemplo, os autores, ou um intermediário, detém o direito patrimonial e de exploração comercial das obras, mas existem um grande número de usos livres, principalmente para fins educacionais ou científicos. As exceções e limitações das leis preservam os usos socialmente relevantes das obras intelectuais e permitem o acesso aos textos de leis e decisões judiciais, a livre crítica artística, política e literária, a pesquisa científica e o livre uso de materiais na educação.

Na contramão, a lei brasileira não permite, por exemplo, copiar músicas de um CD para o computador ou tocador de MP3, exibir filmes para fins pedagógicos e nem tirar cópias de livros, mesmo daqueles com tiragem esgotada e para fins educacionais. As grandes limitações da lei e falta de exceções faz com que  instituições de preservação do patrimônio cultural, como bibliotecas e cinematecas, não possam tirar cópias para preservar obras que estão deteriorando.

Apesar de a lei afirmar que, no domínio das ciências, o conteúdo científico ou técnico está livre de proteção, ela recaí sobre a forma literária e artística das obras, ou seja, nos livros, filmes ou qualquer tipo de registro, materiais essenciais para a produção científica. O artigo 46 da LDA só permite a reprodução de pequenos trechos para uso privado e sem o intuito de lucro, sem explicitar o que é um pequeno trecho. A Associação Brasileira de Direitos Autorais Reprográficos (ABRD), órgão que representa algumas editoras, entende que não se deve copiar nenhum trecho essencial e que as cópias não podem ser solicitadas em fotocopiadoras.

Uma revisão da lei está em andamento, e o Ministério da Cultura abriu uma consulta pública para sugestões de alteração no texto da legislação, acessível em www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral. O prazo para apresentação de propostas vai até o dia 28 de julho de 2010. Mas é importante lembrar que a Lei de Direito Autoral só se estende a produção científica e cultural. O campo da tecnologia e das invenções, outro foco da produção dos pesquisadores, é regido pela Lei de Propriedade Industrial.

Quer continuar lendo? Clique AQUI e vá até o blog de @ytasinger

Crie redes, não perfis.

[vitor torres teixeira – analista de redes sociais na Intenet]





Pera, pera, pera!
Tem alguma coisa muito errada!


Os últimos dias tem deixado minhas identidades na web um tanto quanto pertubadas. Tenho tido aquela sensação de que tem muita gente dentro da cozinha. E todo mundo acha que entende mais de tempero do que o outro. Inclusive eu. E desse jeito a comida nunca dá certo.


Deixe me explicar.


Falar sobre política e uso de dinâmicas em redes sociais na Internet nunca foi minha intenção primária. Tenho paixão pelo assunto “comunicação mediada pelo computador”, sempre com foco maior nas pessoas do que na tecnologia (apesar dos elementos serem complementares).


Mesmo assim, percebi que quando tocava no assunto, muita gente se envolvia, e vi na abordagem um espaço para tentar alcançar os valores de capital social cognitivos como autoridade e reputação. Era um bom caminho para minha construção identitária.


Mas a coisa cresceu mais do que eu esperava. E algo que me amedrontava está acontecendo muito rápido. Tem muita gente chegando de última hora, e estão fazendo suas abordagens pelo lado errado.


Primeira coisa – o básico: candidatos e assessores, a Internet, não se resume aos SITES de redes sociais.


Quando uma rede de computadores consegue conectar uma rede de pessoas, temos uma rede social. Isso significa que, qualquer ação proposta dentro da Internet caracteriza uma rede social. Essa interação está na essência da Web.


Mas o que me parece, é que os candidatos (e seus assessores, sempre) tem acreditado que fazer campanha na Internet é criar perfis em SITES de redes sociais, falar um monte (agora tá na moda dizer que quem atualiza é o assessor – coisa horrivel, como diria um amigo meu), seguir as mesmas pessoas com quem já interagem fora da internet, discutir assuntos com correligionários no twitter e achar que todo mundo que os seguem, se os seguem, é porque gostam daquilo que estão lendo…


(Amigo, a maioria das pessoas seguem centenas de outras pessoas e podem muito facilmente passar reto pela sua mensagem… Não preciso te dar um unfollow, porque é meio sem educação (rs), mas posso te ignorar tranquilamente… E se começar a me encher o saco, continuo não te dando um unfollow (rs), mas queimo seu filme pra todos os meu amigos.)


Segunda coisa:  Autoridade em Sites de Redes de Sociais não se mede por API´s como twitterrank, twitterlyzer ou twiterescambauaquatro. A quantidade de RT que dou, ou que dão para mim, não mede minha competência, mede, no máximo, o quanto eu consigo falar sem parar e o quanto interajo com pessoas que falam mais do que eu. Achar que essas ferramentas servem para alguma coisa é com certeza idéia de publicitártio (rs).


Por exemplo, para uma dessas ferramentas, o TwitteRank, a Sabrina Sato (@SabrinaSatoReal) é muito, muito mais influente no twitter do que o Pierre Levy (@plevy)…. ai meu deus….


O foco deve estar sempre no conteúdo! E seu perfil num site de rede social só serve para expor todas as suas outras atividades na rede. Postar 300 tweets num dia e não ter um blog, por exemplo, eu nem preciso comentar…


Terceira coisa: Aproveite a rede, a banda larga, e aproxime pessoas que te apoiam e que fisicamente não podem estar perto. Crie sua rede! Faça com que pessoas entrem na sua rede, produzam conteúdo, levem informações para seus perfis em sites de redes sociais, que trabalhem na campanha de rua por voluntariado. Exponha essa rede, deixe que as pessoas vejam como há muitas outras pessoas pensando junto, criando junto, pruduzido coletivamente… Todo mundo quer fazer parte do que é coletivo e funciona.


…E o que está acontecendo é que nenhum candidato matogrossense conseguiu, e nem vai conseguir, criar uma rede social.


Pior de tudo é saber que nós, brasileiros, somos os maiores consumidores mundiais de Sites de Redes Sociais.


Esses sites tem como principal caracteristica a controle de interação. Só podemos caminhar pelas estradas que os sistemas criaram. A limitação de atividades faz com que a produção coletiva fique ameaçada. Assim como a inclusão massiva de grandes veículos de comunicação, a criação de pequenos veiculos que se iludem com a fantasia de que estes espaços são horizontais e repetem velhas formulas comunicacionais e, agora, a inserção de assessores e comunicadores sem estudo e que encaram a Internet como um gigantesco tutorial ambulante que só se aprende na prática, são uma ameaça constante ao ciberespaço que tinha em sua essencia a reciprocidade e a sinergia.


Quarta coisa: A terceira coisa não vai acontecer.


Quinta coisa: Nós estamos “encaretando” a Internet….


Sexta coisa: Sim, eu tô falando de vc….


Redes Sociais na Internet e as eleições 2010

[vitor torres teixera – agência laboratório]

 

 

Criei um perfil no Twitter para acompanhar as eleições matogrossenses nas redes sociais na Internet. O @mt_politica nasceu com a intenção de fazer análises sobre usos e dinâmicas de redes sociais por parte de nossos candidatos e apoiadores.

A questão é que, dentro dos espaços de campanha eleitoral no Mato Grosso, muito se fala sobre as eleições na Internet.  E muito do que é dito, percebo que é construído sem informação ou conhecimento aprofundado de caso. Fato é que em Mato Grosso nossos políticos não são grandes usuários de redes sociais, e me parece que pouco se importaram em estudar a rede antes de criarem suas identidades nela.

Porém, é correto afirmar que a Internet é intuitiva por essência na sua maneira de circulação, principalmente nas redes sociais. Mas, entrar na rede com comportamentos viciados de sistemas de distribuição hierárquicos pode trazer resultados contrários aos esperados pelos candidatos a cargos públicos no estado.

Digo isso, pois em minhas primeiras análises, ficou claro que os candidatos tem se comportado na rede (principalmente no Twitter) como se estivessem em um palanque com um microfone nas mãos, falando alto e se posicionando como centro das atenções. Isso está errado. 

Estar nas redes sociais na Internet é a oportunidade dos candidatos de estarem cara-a-cara com todos seus eleitores (ou parte deles, é claro). É poder atender a perguntas e sanar dúvidas, criar intimidade e se desfazer da imagem a tanto tempo estigmatizada dos políticos brasileiros, de distantes, inalcançáveis. É criar interesse por assuntos públicos, provocar em nossa juventude usuária assídua da Internet o interesse pela política.

Aqui, o espaço é para conversação e construção coletiva de informação. A quantidade ínfima de replys e principalmente links (nem vou entrar no mérito de quase não usarem outras redes sociais e linkar essas redes) enviados pelos três principais candidatos ao cargo de governador – @silvalbarbosa @mauromendesmt e @wilsonsantosws, comprova que eles provavelmente acham que estão falando para muitos e que as repostas não são imediatas (como se estivem na TV, por exemplo).

Outra análise fácil é sobre o tipo de assunto que os candidatos têm preferência na hora de suas postagens: falar sobre onde estão e o que vão fazer naquele dia (Ex 1, 2 e 3) ou tratar de assuntos genéricos. Alguém poderia avisá-los que na Internet a cauda é longa, e nossos posts precisam ter caráter mais segmentado para conseguirmos criar autoridade sobre o que estamos falando. 

Por exemplo: Quando um candidato for falar de educação numa rede social, não precisa postar informações sobre quantas escolas vai construir, ou sobre aumento de salários que vai providenciar. Para isso existe a TV, o rádio, o impresso. Fale sobre assunto que remetam a educação à tecnologia, fale sobre suas propostas de educação a distância, sobre sua opinião em relação a propriedade intelectual acadêmica.

Por que?

Simples: são assuntos que poderão trazer maior interesse para os formadores de opinião da rede, como blogueiros e twiteiros, os alfas das redes sociais. São assuntos que poderão circular com maior facilidade pela rede e serão distribuídos por aqueles que têm reputação em assuntos de cibersocialização. E são informações que serão repassadas por pessoas que já tem uma identidade construída e consolidada na rede.

Para finalizar, faço uma afirmação bombástica (rs): Internet, não vai ganhar eleição para ninguém!

Então, por que perder tempo e gastar força de trabalho nela? Já que podemos usar, vamos usar da melhor maneira. Vamos participar deste processo tentando inovar e não repetir fórmulas de comunicação. E, principalmente, a cibercultura já está aqui! Já é fato! Vai crescer cada vez mais!

Então, espero que nossos candidatos venham para ficar, que suas construções identitárias nas redes sociais na Internet feitas, aparentemente, para a campanha, façam parte de seus planos de governo, que tenham uma estratégia de continuidade. E que outubro não seja o ponto de chegada.

né?